30 de janeiro de 2012

O destino; e toda a sua malícia

Fazem exatos 30 minutos que estou encarando esse grande quadrado branco sem saber ao certo sobre o que devo escrever. Pensei em lutas, em vingança, em derrota, em amor, em sentimentos, em simplicidade, em coisas complexas. Cada um dos meus planos falharam. Talvez, fosse a hora perfeita para deixar a máscara cair. O momento ideal de transparecer o rosto por trás de toda essa armação. Esse rosto é humano. É feito de carne, osso e pele. E, como todo humano, essa identidade, há pouco desconhecida, tinha total e pleno direito de errar. De tropeçar. De cometer erros. Esse humano, por tanto tempo desprezível, deveria ter uma história. Algo interessante e dramático, que pudesse, só então, justificar cada um de seus atos psicóticos. Mas não havia nada. Não havia uma única morte violenta. Não havia uma justa causa de vingança. Não havia simplesmente nada. Apenas uma mente doente, um traço psicodélico em seu olhar. Então, a máscara deslizou novamente sobre seu rosto. Às vezes, o grande fingimento é a justificava em si. Estava crente nisso.

4 comentários:

Coelho, Mariana disse...

Bem aleatório e espontâneo. Gosto disso. Não sei porque mas quando leio parágrafos/textos/contos assim, fico inspirada a organizar minhas gavetas mentais e começar a escrever coisas aleatórias que no futuro não serão tão mais aleatórias assim. Mas, enfim. Sua forma de escrever é meio parecida com a minha, mas eu não fico trinta minutos, fico horas. Mas gosto desse processo. E realmente adorei teu texto, nossa. Vou até favoritar. Nossa, sério. Que coisa perfeita e asdfghjk

A. Mörderin disse...

Na verdade eu nem queria escrever uma coisa tão abstrata assim, mas virou o que virou. Uma espécie de desabafo, talvez. E, muito obrigada, mesmo. Fico feliz por ter gostado :3

Isabel disse...

adorei os textos, e o nome do blog :) vc parece escrever de forma espontânea, admiro isso. como escritora e na vida, eu preciso premeditar as coisas, não consigo simplesmente colocar as emoções pra fora. parabéns pelo blog :)

A. Mörderin disse...

Colocar as emoções para fora às vezes é bem complicado, nem sempre soubemos ao certo o que estamos sentindo. O segredo é falar o que está escondido dentro de si - de forma clara ou não. Muitíssimo obrigada pelos elogios :D