20 de abril de 2011

E quando percebeu, era tarde demais


Era sua zona de conforto. Nada saia ou entrava dali. Nunca. Jamais. E talvez por isso o choque fora tão grande quando foi, praticamente, empurrada para fora desta. Seus hábitos continuavam os mesmos, mas mesmo assim era comum se pegar esperando por ele, quando, no fundo, sabia que ele não voltaria. Era tão comum quanto se encontrar a frente do espelho, praticando discursos e mais discursos, tudo o que sentia e o que deixou de sentir. Jurou solenemente repetir as palavras a ele, que se não fizesse, iria se castigar. Não preciso comentar que tudo não saiu dali; da frente do espelho. E mesmo assim, como iria se castigar? O que poderia ser pior do que ser expulsa de sua própria zona de conforto? De sua própria fuga, quem diria.

2 comentários:

Mariana Coelho disse...

De vez, fico pensando como seria conviver comigo mesma... Como seria conversar com a 'eu' do espelho... Provavelmente seria interessante, talvez eu fosse descobrir mais de mim do que realmente sei... Ou talvez fosse, apenas, uma grande perca de tempo... Enfim. A zona de conforto depois de rompida nunca mais volta ao normal, ou seja, se alguém (ou você mesmo) romper/quebrar a 'zona', você será o ser humano mais inconstante do mundo. Ou não, né... Ahhh, me perdi :B

Anna Chagas disse...

Seria legal falar com si mesmo, vê sua vida de pontos de vista diferentes. Ás vezes faz bem sair da própria zona de conforto, porque quando nós nos prendemos muito a ela, acabamos por ficar presos no nosso mundo, sem deixar ninguém entrar. (: